sábado, 18 de outubro de 2008

Marina e seu companheiro

Marina e seu companheiro

Marina estava fumando um cigarro, na sacada de seu apartamento. No oitavo andar, de onde ela podia ver todas as luzes da cidade, outros prédios, a luz dos postes, os faróis que passavam lá embaixo. Ela deixa cair às cinzas na rua, fica olhando as cinzas se perdendo antes de chegar ao asfalto. Fica curtindo a noite, olhando o pouco do movimento da madrugada. Um bêbado tropeça ao atravessar a rua e volta para a calçada, olhando desconfiado para os dois lados. Chama sua atenção, ela o observa cambaleando, parecendo um novato em alguma embarcação, sem encontrar um ponto de equilíbrio.
Seu ponto de equilíbrio também não anda muito bem, ela pensa. Enquanto acende outro cigarro na brasa do que acabara de fumar. No prédio da frente dois apartamentos ainda estão com as luzes acesas, um tem a persiana aberta. Marina vê um casal fazendo amor numa cama grande. Os lençóis parecem tão brancos, macios. A cidade com todo aquele concreto e labirinto de prédios é tão abafada no verão, mesmo de madrugada parece que falta ar.
Fred chegou de mancinho, por trás. Começou a lhe fazer um carinho. Ela sente um arrepio e volta seu olhar pra ele. Passado o susto, volta a contemplar a noite e sua cidade. Quantas pessoas ainda estariam acordadas àquelas horas, que historias teriam e por que não estavam dormindo, estavam sentindo à mesma falta. Que ela sentia de algo que não sabia ao certo o que poderia ser, mas que a estava incomodando. Continuou pensando enquanto retirava outro cigarro da carteira.

Uma ambulância atravessa a avenida em alta velocidade com as luzes vermelhas rodopiando e a sirene ligada, dobrando logo em seguida. O som ficando cada vez mais fraco até se perder na noite. Dos outros carros que passava ela apenas escuta o som dos pneus rolando pelo asfalto. Marina nem viu quando a janela da frente se fechou e as luzes se apagaram no apartamento do casal em frente. Fred desistiu de tentar animá-la e foi até a cozinha beber água. Ela suspirou, levantou os braços e se espreguiçou. Toda aquela energia retida em seu corpo, sem ter algo para fazer. Ela tinha muitas coisas para fazer, mas não conseguia se definir por onde ia começar.

Escutou quando o copo de vidro caiu no chão, foi até a cozinha pronta para xingar seu companheiro. Quando acendeu a luz da cozinha viu a bagunça que estava. Fred já tinha ido para o quarto e estava deitado. Marina limpou a cozinha, juntou os cacos de vidro, colocou na lata de lixo. Acendeu mais um cigarro e aqueceu o café. Enquanto tentava sintonizar uma radio, o café ferveu e virou por cima do fogão. Desistiu, voltou para a sacada. A lua estava cheia, já estava se escondendo por detrás de outros prédios, logo ia amanhecer. Suspirou.

Não tinha nada pra fazer, nem sono. Chegou a cogitar fazer uma limpeza no apartamento, passar o aspirador de pó. Mas logo repensou, e mudando de idéia, os visinhos poderiam reclamar, pensou. Sentiu-se como se o apartamento não a pertencia. Sentiu-se mais estranha, uma espécie de angustia ia a sufocando. O bêbado estava lá embaixo sentado no cordão da calçada, com a cabeça inclinada encostada entre os joelhos. Mariana sentiu vontade de descer e conversar com o sujeito.

Mudou de idéia, resolveu acender o ultimo cigarro e ir para o quarto. Fechou a porta da sacada e foi se deitar. Fred estava aninhado em seu travesseiro, ela passou a mão por seu pêlo e deitou do outro lado da cama. Enquanto o gato ronronava.

sábado, 4 de outubro de 2008

Carol encontrou o amor

Carol encontrou o amor

Ela fodia tão bem, aquela filha-da-puta. Carol sempre gostou de dar uma gozadinha, andava sempre preparada. Não tinha mistério era só colocar a calcinha para o lado e receber uma vara, entrando e saindo, lhe deixando molhada. Aos vinte anos já tinha fodido com todos os rapazes de sua escola. Seu corpo parecia o de uma mulher de trinta, já com os peitos meio caídos e a bunda flácida. Não gostava de ginástica e nas aulas de educação física ficava no banheiro dos meninos, dando a bucetinha. Às vezes ela nem percebia quem a estava estocando, simplesmente ficava de quatro e os rapazes iam fazendo fila. Carol tinha um rabo gostoso e gordo. Você podia suar naquele rabo do jeito que quisesse. Que ela sempre queria mais.

Mas Augusto cometeu um erro e Carol não o perdoou. Ele estava em outra escola e nos finais de semana ia dançar e beber, na mesma festa que Carol freqüentava. Acabaram ficando amigos, se encontravam todos os finais de semana para dançar e beber. Durante a semana ela dava na escola para os outros rapazes, sua buceta era tão larga que ela nem sentia quando estavam metendo, às vezes ela esquecia o que estava fazendo e ficava fumando um cigarro e ajeitando os cadarços dos tênis. O banheiro dos meninos fedia a mijo choco e a tampa das privadas estava sempre respingada de mijo. Seu nariz já tinha se acostumado com o cheiro de suor e mijo.
Não tinha tempo para as outras colegas, estava sempre ocupada com algum trabalho em grupo com os rapazes. Depois da aula ela ia para a casa de um deles, e sempre tinham mais alguns e todos eles gostavam muito dela. Ela ficava deitada no sofá com as pernas abertas olhando os programas que passavam na televisão e os rapazes iam se revezando em cima dela. Mas Augusto realmente tinha cometido um erro, todo o final de semana levava a Carol pra dançar e conversar.

Sua fama foi crescendo na escola e os professores começaram a dar tarefas extras para ela fazer na aula depois que os rapazes iam embora. Ela sempre trepava com um professor diferente em cada dia da semana. Suas notas estavam cada vez mais altas e as outras garotas a procuravam para estudarem juntas, mas ela realmente não tinha tempo. Estava se especializado. E tinha o corpo que parecia de uma mulher de trinta, e já tinha aprendido a fumar e beber. Em seu aniversario ela fez uma festa na garagem de casa e os rapazes levaram presentes, os professores compareceram e seu pai foi buscar mais refrigerante. Augusto lhe levou flores, e nos finais de semana a levava para dançar e conversar.

Sua professora de artes lhe convidou para um chá, ela tinha uma língua áspera e Carol sentiu cócegas, mas gostou da língua da professora. Gostou de sentir sua saliva quente, e sentir suas mãos. Ela era muito popular na escola e em seu bairro, os garotos, algumas amigas novas. Todos sempre gostavam de sua companhia, era gentil e ficava sempre quieta arrumando os cadarços ou assistindo televisão.

Augusto parecia ser um sujeito legal, e sabia dançar e conversar bem. Um ano inteiro se passou entre as semanas e os fins de semana que Carol nem se lembrava mais o numero exato de amizades que tinha e sua bunda e seios cada vez mais flácidos e caídos, ela tinha vinte anos, mas o corpo de uma mulher de trinta.

Seu visinho precisava de uma secretaria e Carol conseguiu seu primeiro emprego num escritório de advocacia, em pouco tempo os clientes do advogado já não queriam mais entrar com uma causa ou apelação, se sentiam injustiçados pelo sistema e queriam processar a tudo e a todos. O advogado aumentou seu faturamento, triplicou sua renda e deu um aumento para a garota. Ela sabia como agradar os clientes. Aos finais de semana ela se divertia com Augusto, mas ele tinha um plano e num destes finais de semana ele a magoou. Os dois depois de dançarem muito saíram para a casa do rapaz, ela já estava meio alta e Augusto se aproveitou da situação e a seduziu demonstrando todos os sentimentos que vinha acumulando durante todo aquele tempo, os dois fizeram amor na cama da tia do rapaz. Quando Carol no outro dia se acordou com uma tremenda ressaca e viu que estava na cama da tia do rapaz, começou a gritar e saiu pelada pela rua, ela nunca tinha feito amor, estava acostumada a penas a ser usada. Depois daquela manhã eles nunca mais se encontraram e Carol encontrou apoio entre seus amigos para superar aquele trauma. Ela tinha vinte anos e um corpo que parecia de uma mulher de trinta, um corpo flácido.
Hoje Carol tem trinta anos e uma esperança de vinte, passa as noites pelos bares procurando em cada homem com que transa um pouquinho de amor. Ela ainda não sabe bem o que procura, mas tem muitas noites pra procurar. E sempre da pra dar uma gozadinha.